O baralho pode ter sido criado pelos chineses, egípcios, árabes ou indianos. Ele chegou à Europa pelos sarracenos, cruzados ou ciganos. Surgiu em formas e épocas diferentes.
Não há dúvida sobre o passado religioso ou adivinhatório das cartas. Existe referências já no ano de 969 aos jogos como sendo praticados para prever o futuro. Os sarracenos introduziram na Itália um jogo de baralho chamado "Naib", que deu origem a palavra "Naipe".
Da China e da Índia, chegaram à Europa, a partir do século XV, os baralhos numerados e divididos em naipes. Eram 56 cartas com as figuras: rei, rainha, cavaleiro e pajem e cartas numeradas de um a dez com os naipes inspirados nos quatro chineses, e não nos dez indianos.
Surgiram o baralho espanhol e o italiano de 40 cartas, para truco ou escopa. Surgiram também os baralhos alemães de 36 ou 32 cartas (do 7 ao Ás), para pôquer, e na Itália o Tarô de 22 cartas.
No Século XV, os comerciantes italianos, espanhóis e holandeses introduziram as cartas na Inglaterra. A partir daí elas alcançaram a realeza, e as vestes dos nobres passaram a ser retratadas nas figuras do baralho.
Na Espanha e na França, a fabricação de baralhos já foi monopólio estatal. A Inglaterra, até 1828 cobrava imposto por baralho vendido, e exigia que o comprovante do imposto fosse impresso no Ás de espadas. Isso gerou uma tradição que até hoje o Ás leva a marca do fabricante.